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Restauradores usando raios ultravioletas redescobriram magníficos detalhes originais das pinturas de Giotto na capela Peruzzi, na igreja Santa Croce, em Florença, que tinham ficado ocultos durante séculos. "Descobrimos um Giotto secreto", disse Isabella Lapi Ballerini, diretora do Opificio delle Pietre Dure, de Florença, um dos mais respeitados laboratórios de restauração de arte no mundo.
Mais de uma dúzia de restauradores e pesquisadores iniciaram no ano passado um projeto ambicioso de "diagnóstico não invasivo" para averiguar as condições da capela de 12 metros de altura, que Giotto pintou por volta do ano 1320.
O objetivo do estudo, financiado em parte por uma doação da Fundação Getty, de Los Angeles, era colher informações sobre a capela de 170 metros quadrados. As informações seriam usadas para orientar uma restauração futura.
Durante o projeto, que durou quatro meses, restauradores trabalhando sobre três andares de andaimes de aço descobriram que, quando olharam as pinturas sob luz ultravioleta, puderam enxergar detalhes espantosos que não são visíveis a olho nu.
"Foi algo realmente surpreendente", disse Cecilia Frosinini, coordenadora do projeto que estudou as cenas das vidas de São João Evangelista e São João Batista. "Sabíamos que poderíamos obter resultados muito interessantes do diagnóstico científico, mas, quando olhamos as pinturas sob a luz ultravioleta, de repente essas pinturas muito gastas, estragadas por restaurações antigas, ganharam vida nova", disse ela, apontando para uma cena e usando óculos de proteção.
Acredita-se que as pinturas feitas por Giotto na capela lanciforme exerceram grande influência sobre Michelangelo, que nasceu quase 140 anos após a morte de Giotto e que pintou a Capela Sistina no início do século XVI.
Os restauradores de hoje estão enxergando os detalhes que Michelangelo viu quando admirou as pinturas de Giotto, visto como um dos artistas que lançou as sementes do Renascimento italiano.
"As cenas voltaram a ser tridimensionais. Pudemos ver os efeitos de chiaroscuro", disse ela. "Havia corpos sob as vestimentas. Eles se tornaram tridimensionais. Tornou-se possível enxergar as dobras das roupas, as expressões dos rostos."
A capela Peruzzi foi imortalizada na cena do livro "Um Quarto com Vista", de E.M. Forster, em que a jovem Lucy Honeychurch é apresentada aos trabalhos de Giotto por seu futuro marido, George Emerson. 135
135Parabéns, Mulheres!
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----- As Profecias
----- Raul Seixas e Paulo Coelho
Tem dias que a gente se sente
Um pouco talvez menos gente
Um dia daqueles sem graça
De chuva cair na vidraça
Um dia qualquer sem pensar
Sentindo o futuro no ar
O ar carregado, sutil
Um dia de maio ou abril
Sem qualquer amigo do lado
Sozinho em silêncio calado
Com uma pergunta na alma
Por que nesta tarde tão calma
O tempo parece parado?
Está em qualquer profecia
Dos sábios que viram o futuro
Dos loucos que escrevem no muro
Das teias, do sonho remoto
Estouro, explosão, maremoto
A chama da guerra acesa
A fome sentada na mesa
O copo com álcool no bar
O anjo surgindo do mar
Os selos de fogo, o eclipse
Os símbolos do Apocalipse
Os séculos de Nostradamus
A fuga geral dos ciganos
Está em qualquer profecia
Que o mundo se acaba um dia
Um gosto azedo na boca
A moça que sonha, a louca
O homem que quer mas esquece
O mundo do dá ou do desce
Está em qualquer profecia
Que o mundo se acaba um dia
Sem fogo, sem sangue, sem ais
O mundo dos nossos ancestrais
Acaba sem guerra, os mortais
Sem glórias de mártir ferido
Sem o estrondo mas com o gemido
Está em qualquer profecia
Que o mundo se acaba um dia
Um dia
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Uma revista da BBC divulgou imagens feitas por um fotógrafo sul-africano que passou mais de 11 dias ao longo de três meses mergulhado até o pescoço em um lago no Quênia para documentar animais tomando água.
Greg du Toit, de 32 anos, estava determinado a conseguir imagens de leões bebendo. Para isso, tentou durante um ano o melhor enquadramento criando esconderijos e cavando buracos nas imediações de lagos.
Insatisfeito com os resultados, ele concluiu que só alcançaria seu objetivo se mergulhasse na água. Então, ao longo de três meses, Toit passou no total 270 horas, ou mais de 11 dias, com água até o pescoço, deixando apenas a cabeça e as mãos para fora.
Como resultado, além das fotos de leões, zebras, javalis, babuínos e muitos pássaros africanos, o fotógrafo contraiu uma série de doenças tropicais, como malária e esquistossomose. Toit passou meses de cama para se recuperar.
O resultado de sua inusitada estratégia de fotografia foi publicado na edição de março da revista BBC Wildlife..
O hotel Emirates Palace, que fica em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, supera tudo o que havia sido feito em hotelaria de luxo. A construção consumiu três anos, US$ 3 bilhões, e empregou mármore importado de 13 países diferentes para garantir as tonalidades exigidas pelos arquitetos. Mas estes são apenas alguns dos números que impressionam. São 302 quartos e 92 suítes, com 619 telas de plasma e LCDs. Há dois tapetes feitos especialmente na Tailândia: cada um, de uma tonelada. Enquanto isso, a mais pesada das 1.002 luminárias pesa 2,5 toneladas. Nas suas 128 cozinhas, cada ano, são empregados 5 quilos de ouro comestível em sobremesas. No hotel trabalham 1.800 funcionários, de 49 países. E o hotel tem o pacote de férias mais caro da história: US$ 1 milhão, para uma semana de uma experiência customizada ao gosto do freguês. A título de curiosidade, o hotel mais extravagante do mundo até então era o Burj Al Arab, que custou US$ 650 milhões e fica em Dubai. Mais uma: os US$ 3 bilhões consumidos pelo Emirates Palace equivalem ao PIB anual de países como Ruanda e Maláui, ambos na África.