22 fevereiro 2010

Abaixe o Som

Ouvir música alta em fones de ouvido tem cada vez mais causado problemas auditivos em jovens. O coordenador do setor de Otorrinolaringologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, Shiro Tomita, revelou que, nos últimos dois anos, aumentou em 10% o número de adolescentes atendidos na unidade, que recebe, por mês, cerca de mil pacientes.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, de 30 milhões de casos de problemas auditivos no Brasil, pelo menos 5% foram causados pelo mau uso de aparelhos eletrônicos como Mp3 e Ipods. "Ouvir som muito alto pode causar tontura, zumbido, sensação de ouvido tapado. Dependendo do volume e do tempo em que vem sendo utilizado o aparelho, se for muito prolongado, pode ocasionar lesões irreversíveis, como perda de audição", alerta o profissional. O médico ressalta que, para evitar problemas, MP3 e IPods devem ser usados somente por uma hora ao dia e o volume não pode ultrapassar 60 decibéis, metade da capacidade total dos aparelhos atuais. Ele lembra que é importante ter cuidado com a progressão da surdez em jovens. Segundo o médico, normalmente eles não percebem as alterações. "Isso acontece com crianças também. Os pais acham que elas são distraídas, que não entendem o que eles falam. Isso pode ser causado por problemas auditivos", explica.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Otologia, cerca de 35% das perdas de audição são creditadas à exposição a sons intensos, em ambientes profissional ou em lazer.
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21 fevereiro 2010

Cuitelinho

Cuitelinho
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Cheguei na bera do porto
onde as ondas se espaia.
As garça dá meia volta,
senta na bera da praia.
E o cuitelinho não gosta
que o botão de rosa caia.
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Quando eu vim de minha terra,
despedi da parentaia.
Eu entrei no Mato Grosso,
dei em terras paraguaia.
Lá tinha revolução,
enfrentei fortes bataia.
12
A tua saudade corta
como o aço de navaia.
O coração fica aflito,
bate uma, a otra faia.
E os oio se enche d’água
que até a vista se atrapaia.
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Autor: Paulo Vanzolini
Cuitelinho é beija-flor, na linguagem caipira.
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20 fevereiro 2010

Pinguim Nuclear

O que você poderia esperar de uma cerveja chamada Tactical Nuclear Penguin ou Pinguim Tático Nuclear? Este é o nome da bebida da BrewDog, uma cervejaria de Fraserburgh, na Escócia, com incríveis 32% de graduação alcoólica, o que a faz a mais forte do planeta. A companhia já tinha chocado o Reino Unido em julho quando lançou Tokyo com 18% de álcool e foi largamente atacada por representantes da saúde pública inglesa. Com tiragem limitada a 500 garrafas, oferecidas por 30 libras cada (cerca de R$ 86), a cerveja do tipo stout (aquela escura e mais amarga), foi envelhecida por 16 meses em barris próprios para uísque e segundo o diretor da BrewDog, James Watt, "é uma bebida ousada, irreverente e descompromissada, com alma e um propósito, um manifesto de intenção. É uma cerveja para ser tomada em pequenas doses, como as aguardentes". Ainda nesse espírito, o rótulo da garrafa traz um alerta, pedindo ao consumidor que tome em doses reduzidas, mas com um aristocrático ar de desinteresse, do mesmo jeito que você apreciaria um bom uísque, um disco de Frank Zappa ou a visita de um fantasma cordial, mas ansioso (palavras da empresa). A BrewDog está lançando também uma versão da Penguin a 250 libras, com direito a participação acionária na companhia. Uma coisa é certa, os caras sabem ousar e fazer um tremendo marketing.
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18 fevereiro 2010

Aurora Boreal

-- Aurora boreal colore escuridão no céu norueguês.
Um espetáculo de beleza foi registrado nesta quinta-feira na cidade de Grotfjord, na Noruega, segundo informações da agência EFE. A bela aurora boreal coloriu o céu do país nórdico, dando tons de azul e verde em meio à escuridão da noite.
As auroras boreais são fenômenos ópticos que brilham em regiões próximas às zonas polares dos planetas. Na Terra, o fenômeno ocorre por causa do impacto de partículas oriundas da magnetosfera - bolha magnética que rodeia o planeta - que se introduzem na atmosfera superior terrestre. Esse fluxo é conduzido pelo campo magnético, criando o fenômeno no céu visível a olho nu.

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Jogos Olímpicos de Inverno


Os Jogos Olímpicos de Inverno são um evento multi-esportivo realizado a cada quatro anos, reunindo modalidades disputadas no gelo e na neve, sendo um dos eventos máximos do Movimento Olímpico, ao lado dos Jogos Olímpicos de Verão.

A primeira competição de caráter mundial a reunir desportos de inverno foi a Semana Internacional de Desportos de Inverno, realizada em 1924 na cidade francesa de Chamonix. Apenas dois anos depois o Comitê Olímpico Internacional decidiu dar o estatuto de Jogos Olímpicos àquela competição, que passaria a acontecer regularmente.

No princípio, os Jogos de Verão e de Inverno eram atribuídos a um mesmo país para serem realizados no mesmo ano. Foi assim até a quarta edição, na Alemanha, em 1936 (ano em que Berlim sediou os Jogos de Verão e Garmisch-Partenkirchen sediou os Jogos de Inverno). Depois de duas edições canceladas por causa da Segunda Guerra Mundial (Sapporo 1940 e Cortina d'Ampezzo 1944), os Jogos passaram a ser realizados por países diferentes, mas continuaram a acontecer no mesmo ano. Em 1986 o COI decidiu intercalar os Jogos de Verão e de Inverno, realizados sempre nos anos pares. Assim, os Jogos de Albertville 1992 foram sucedidos pelos Jogos de Lillehammer 1994.

Os Estados Unidos sediaram os Jogos quatro vezes, mais do que qualquer outro país. Em seguida vem a França, com três edições. No total, dez países já receberam os Jogos de Inverno. Em fevereiro deste ano, estão acontecendo na cidade canadense de Vancouver.